Como cultivar maconha Indoor – Um resumo para iniciantes

A popularidade da maconha alavancou em todo o mundo nos últimos anos e devido ao elevado preço da Cannabis em muitos países, usuários estão optando por cultivar sua própria erva.

Ao contrário do que muitos pensam, cultivar sua própria maconha é bem simples quando se têm todas as informações certas em mãos. O problema é que com a vastidão de informações disponíveis online podemos acabar nos confundindo ou simplesmente desistindo por achar aquilo tudo muito complicado.

É por causa dessa imensa quantidade de informações sobre o assunto que juntamos tudo e criamos este guia prático sobre o assunto: Um resumo para iniciantes de como cultivar maconha Indoor.

O objetivo do guia é passar detalhadamente por cada passo necessário na implantação de seu grow pessoal: desde a estaca zero até a hora de usar sua Cannabis cultivada e colhida pelas suas próprias mãos.

Para facilitar o acesso aos diferentes tópicos dividimos o guia em 8 simples passos:

  1. Escolhendo seu espaço de cultivo
  2. Luzes de cultivo, qual a diferença entre elas?
  3. Aparelhos para controle, monitoramento e ventilação
  4. Sementes: Qual escolher e como germinar?
  5. Escolhendo seu meio de cultivo (Solo, Inertes, Hidropônicos)
  6. Água e fertilizantes
  7. As duas fases de vida da maconha: Vegetação e Floração
  8. Colhendo as flores

Cada passo foi escrito de maneira simples e direta para que qualquer iniciante com vontade e disposição possa começar e, mais importante, terminar com sucesso seu cultivo caseiro de maconha Indoor.

Passo 1. Escolhendo seu espaço de cultivo

O primeiro passo para iniciar seu cultivo caseiro de maconha indoor sem dúvidas é a escolha do espaço pois obviamente não podemos começar sem ele.

A primeira coisa que gostaria de te falar é que você não precisa de uma estufa profissional para começar: Qualquer lugar com acesso à água e ar fresco servirá: Um armário, uma garagem, um cômodo vazio, um porão, um sótão ou mesmo uma estufa própria para o grow.

Sabendo disso, há algumas coisas que você deve levar em conta ao escolher o seu espaço:

Pense no tamanho de tudo junto

Quando arquitetando o espaço, você deve pensar não só no tamanho que suas plantas irão ficar, mas também no espaço para as luzes, ventiladores, cabos e outros equipamentos, além de deixar espaço para você manusear a erva quando necessário. Lembrando que você pode controlar o tamanho de suas plantas por meio do ciclo de luz. Se quiser, pode optar por começar a fase de florescimento antes do recomendado para que elas fiquem menores e economizem espaço.

O espaço deve ser à prova de luz

Um critério crucial ao escolher seu espaço. Você pode usar lonas ou outros artifícios para deixar seu espaço à prova de luz, mas faça com cuidado e certifique-se que não haverá entrada de luminosidade nos períodos que as lâmpadas ficarão desligadas. Entradas de luz nos períodos em que a erva era para estar completamente no escuro podem estressar a planta e aumentar a chance dela produzir flores masculinas.

A temperatura do local também é importante

Se o espaço escolhido já for muito quente ou muito úmido, você pode ter rendimentos abaixo do esperado se ignorar e não controlar estas variáveis. Escolher uma área seca e com acesso constante ao ar fresco é de suma importância.

Armários, porões e sótãos são preferência de vários growers. Apesar de normalmente serem locais apropriados, lembre-se de conferir a ventilação e umidade do local. Se o local escolhido tiver mofos ou fungos nas paredes, isso significa que a umidade ali está elevada e o ambiente está propício para o crescimento de microorganismos que podem atacar suas plantas no futuro.

Acesso

É necessário monitorar as plantas de Cannabis todos os dias, principalmente os iniciantes, para ter certeza que tudo está correndo bem. Se o local escolhido não for de fácil acesso este monitoramento pode ficar prejudicado, assim como as plantas.

Exposição

Por mais que conheça sua vizinhança, ninguém quer espalhar por aí que tem um grow em casa. Tente encontrar um local que o barulho dos ventiladores não possa ser percebido por vizinhos enxeridos ou mesmo por ladrões atrás de suas preciosas plantas. Em relação ao cheiro, vamos ver mais na frente que podemos usar alguns artifícios para que o odor canábico não se espalhe pela casa.

Ou seja, você precisará de um lugar com as seguintes características:

  • Arejado
  • De fácil acesso
  • Escondido de visitantes indesejados
  • Que não entre luz ao dia (Ou que você possa fechar com lonas)
  • De um tamanho aceitável para caber suas plantas e equipamentos.

Passo 2. Luzes de cultivo, qual a diferença entre elas?

Agora que o seu lugar de cultivo já está definido, está na hora de um dos passos mais importantes do grow: A escolha das luzes.
A qualidade das suas luzes será o fator determinante na qualidade e quantidade da sua colheita, então o recomendado é comprar as melhores luzes possíveis dentro de seu orçamento. Não economize neste passo pois luzes de baixa qualidade produzirão plantas de baixa qualidade.

Aqui vai um pequeno resumo dos tipos mais populares de luzes para cultivo de Cannabis e seus prós e contras.

Tabela: Diferença entre as luzes para cultivo da Cannabis

Lâmpadas HID (High Intensity Discharge)

As lâmpadas HID atualmente são o padrão na indústria da maconha pela sua combinação de eficiência, valor e rendimento.

Elas custam um pouco mais que as lâmpadas fluorescentes porém produzem muito mais luz por unidade de eletricidade. Quando comparada aos LEDs elas perdem na eficiência do uso de energia, mas custam apenas uma fração do preço de sua equivalente em LED.

As lâmpadas HID possuem dois principais tipos:

  • Metal Halide (MH): Produz uma luz mais branca-azulada e é recomendada para uso no período vegetativo, apesar de poderem também ser usadas no estado de floração (Com rendimentos menores, claro)
  • Lâmpada de Vapor de Sódio de Alta-Pressão (HPS): Produz uma luz vermelho-alaranjada e é perfeita para a fase de floração da planta. As luzes HPS apresentam melhor rendimento por Watt de eletricidade que qualquer outra luz de cultivo, por isso sua popularidade tão grande no mercado. O grande problema das lâmpadas HPS é que elas produzem muito calor. Para espaços pequenos elas não podem ser uma boa escolha pois você teria de gastar muito mais em exaustores e/ou ventiladores.

Prós:

  • Tipo mais eficiente de lâmpada para cultivo (Maior rendimento / Watt)
  • As HPS são consideradas as melhores lâmpadas para a fase de floração

Contras:

  • Gera muito calor
  • Necessita de reator, refletor e exaustor próprio por causa do calor gerado
  • Possui um preço intermediário porém uma vida útil relativamente pequena
  • Mais complicadas de instalar
  • Consumo de energia elevadíssimo

Lâmpadas Fluorescentes

As lâmpadas fluorescentes vêm em diferentes tamanhos e formas e são muito populares para growers pequenos por algumas razões:

  • São lâmpadas mais baratas que suas concorrentes e geralmente mais fáceis de instalar por já virem com o reator e refletor (se necessário) no pacote.
  • Não produzem muito calor então não necessitam de um sistema de refrigeração próprio.

Há dois tipos mais usados de lâmpadas fluorescentes:

  • Lâmpadas CFL 

Lâmpadas CFL possuem o bulbo retorcido e normalmente podem ser achadas em qualquer lugar que vende lâmpadas normais. Elas produzem um ótimo espectro de luz para as plantas e têm a vantagem de serem pequenas então podem facilmente ser instaladas em um grow com espaço reduzido, em um armário por exemplo.

  • Lâmpadas T5 

As lâmpadas T5 também quase não produzem calor e podem ser deixadas à centímetros das plantas sem ocasionar queimadura por luz nelas, sendo ideal também para espaços mais reduzidos.  Além disso elas são usadas para cultivar várias outras plantas, então podem ser facilmente encontradas em lojas de jardinagem ou de construção.

Prós:

  • Lâmpadas mais baratas do mercado atualmente
  • Usam pouca eletricidade
  • Achadas facilmente no comércio
  • Produzem pouco calor
  • Não precisam de muito espaço entre elas e as plantas (Ótimas para grows pequenos)
  • Uma das melhores luzes para clones, plântulas e plantas jovens. Lâmpadas maiores têm de ficar muito longe das plantas jovens, o que gasta muita luz e eletricidade. Usando lâmpadas menores como as fluorescentes você pode economizar alguma energia nas primeiras semanas da planta se comparado às HPS ou LED.

Contras:

  • Por serem mais fracas produzem rendimentos e, as vezes, qualidade menor que as outras lâmpadas.
  • Não penetram bem na planta, ou seja, são mais recomendadas para plantas pequenas e robustas. Não possuem potência suficiente para uma planta alta no estado de floração

Lâmpadas de LED

A tecnologia de lâmpadas de LED está no mercado há um bom tempo, porém apenas recentemente começou a ser adaptada para oferecer os espectros de luzes perfeitos aos growers.

As vantagens das luzes de LED é que elas têm uma vida útil muito maior, usam menos energia, produzem menos calor e os produtos de melhor qualidade oferecem o espectro de luz perfeito para suas plantas, o que pode levar à maior rendimento e qualidade.

O grande empecilho aqui são os preços: Um LED de alta qualidade pode chegar a custar até 10x mais que seu equivalente em lâmpadas HPS. Vale ressaltar, porém, que o investimento inicial será menor que os outros se o relacionarmos à vida útil da lâmpada.

Por causa da grande popularidade que os LEDs ganharam no mercado nos últimos anos, várias marcas e produtos de baixa qualidade vêm sendo lançados para tentar enganar os cultivadores em comprá-los. Se você encontrar um produto com o preço muito abaixo dos outros, desconfie.

Algumas das marcas mais recomendadas por growers de todo mundo são:

  • ViparSpectra
  • Advanced Platinum
  • Galaxy Hydro
  • Kind LEDs

A dica para escolher seu LED é pesquisar bem antes de comprar. Procure saber quais são os melhores produtos disponíveis para as especificações do seu grow antes de gastar seu dinheiro suado.

Prós:

  • Normalmente já possuem sistema embutido de resfriamento
  • Muito fáceis de serem instaladas
  • Modelos melhores produzem o espectro de luz perfeito para a absorção das plantas, gerando ótimos rendimentos
  • Vida útil muito longa, uma luz de qualidade pode durar até 10 anos
  • Gasto de energia bem menor que as HID

Contras:

  • Dependendo do tamanho também geram um calor considerável
  • Costumam ter que ficar mais afastadas das plantas, requerendo um espaço de cultivo maior
  • Investimento inicial muito caro
  • Requer pesquisa e atenção na hora da compra: Muitos LEDs estão no mercado apenas para enganar os consumidores e não apresentam a potência nem o espectro de luz próprio para o grow.

Passo 3. Aparelhos para controle, monitoramento e ventilação

Ventilação

Todas as plantas precisam de ar para prosperar. O dióxido de carbono (CO2) é indispensável no processo de fotossíntese então o seu espaço de cultivo irá precisar de uma corrente de ar constante passando por ele.

Isso pode ser facilmente feito com um exaustor e alguns tubos, ou, dependendo do espaço, um simples ventilador já pode ser o suficiente.

Você deve se assegurar que a temperatura se mantenha numa faixa confortável para suas plantas: De 20-30ºC quando as luzes estão ligadas e de 15-20ºC quando estão desligadas. Algumas variedades de Cannabis, geralmente Cannabis Indica, preferem faixas de temperatura menores, enquanto outras são mais adaptadas à faixas mais altas.

O tamanho e número dos exaustores necessários dependerá exclusivamente do tamanho do seu espaço de cultivo e das lâmpadas que você escolher. Por exemplo, lâmpadas HID produzem muito calor, então necessitarão de muito mais ventilação que lâmpadas fluorescentes.

Recomenda-se ligar suas luzes por um tempo para depois tentar determinar quanta corrente de vento seu grow necessitará para manter uma temperatura confortável para suas plantas.

Mesmo que você opte por instalar um exaustor, ter um ventilador de baixa potência no espaço também é recomendado pois a leve corrente de ar pode ajudar a fortalecer o caule das plantas e evitar mofo e insetos voadores.

Vale lembrar que na época de floração as plantas exalam um odor forte e nem todos querem esse cheiro se espalhando pela vizinhança. Para isso é possível usar um filtro de carvão ativado no seu exaustor e facilmente se livrar do cheiro exalado. Ressaltando também que os filtros de carvão têm de ser substituídos a cada 12 meses em média.

Exemplo de filtro + exaustor

Aparelhos de controle

Agora que você já escolheu os equipamentos e luzes da sua estufa, está na hora de automatizar as funções.

Apesar de já existirem vários aparelhos sofisticados para controle de umidade, temperatura, níveis de CO2 e muitos outros, o grower iniciante precisará apenas de um timer para seu cultivo prosperar.

Timer 

Timer

O ciclo de dia/noite (Luz ligada/Luz desligada) é extremamente importante quando estamos cultivando Cannabis. As plantas precisam de 16-20 horas de luz por dia no estado vegetativo e de 12 horas de luz por dia em seu estado de floração.

O timer ou temporizador é indispensável pois é necessário que as luzes desliguem e liguem nos mesmos horários todos os dias para não correr o risco de estressar suas plantas.

A boa notícia é que os timers são muito baratos e fáceis de encontrar. Custam em média R$40 e podem ser encontrados em lojas de eletrônicos, construção, ou ser adquirido com facilidade pela internet.

Kit de controle do pH

Também é recomendado ter um kit de teste de pH em mãos para testar o pH da sua água, solo ou solução de nutrientes. A Cannabis prefere um pH entre 6 e 7 no solo e entre 5,5 e 6,5 no meio hidropônico. Deixar o pH sair dessa faixa pode levar ao bloqueio da absorção de nutrientes, o que significa que suas plantas não irão conseguir absorver os nutrientes, mesmo que a fertilização esteja em dia.

Medidores de pH, assim como o timer, são baratos e fáceis de encontrar. Você pode optar pela opção “descartável”, que são os medidores em fita próprios para aquário e custam em média R$10. Esses medidores servem apenas para medir o pH da água, não medem o pH do solo. Há também a opção de comprar um medidor de pH da água digital, que custa em média R$30.

Medidor em fitas

Você também pode optar por medidores de pH do solo, que apesar de um pouco mais caros, não terão tanto peso assim no orçamento total, custando em média R$50.

Medidor de pH da água digital

Medidor de pH do solo

 

Passo 4. Sementes: Qual escolher e como germinar?

Agora que sabemos o necessário para instalar uma estufa, está na hora de escolher as plantas que irão dentro dela.

Se você já tiver algum amigo ou conhecido grower, a maneira mais fácil de adquirir suas primeiras plantas é por meio de clones. Clones são fáceis de ser plantados e garantem que suas plantas serão todas fêmeas.

Se você não tiver como arrumar alguns clones, não se preocupe ! Você pode optar por comprar as sementes online. Só tome cuidado e encontre uma loja confiável para fazer seu pedido. Lembrando que hoje em dia no Brasil, pelas sementes não possuírem THC, a importação de sementes de Cannabis não configura crime.

Aqueles que forem adquirir suas sementes em alguma loja, irão se deparar com as sementes comuns e mais 2 tipos:

  • Sementes Feminizadas: Essas sementes sempre irão proporcionar plantas fêmeas. São as mais populares do mercado, pois as plantas macho não produzem THC, então elas têm de ser cortadas do grow quando identificadas. As sementes feminizadas são em geral mais caras que as outras.
  • Sementes de auto-floração: Sementes de auto-floração ou sementes automáticas na verdade são sementes de espécies híbridas de Cannabis Sativa/Indica e Cannabis Ruderalis. Essas sementes não respondem ao fotoperíodo como o resto das plantas de Cannabis. Isso significa que independente do tempo de luz recebido por dia, elas começarão a florescer entre a terceira e quarta semana de vida. São ótimas para quem quer colher em menos tempo que o comum.

Além do tipo de semente que quer usar, você deve escolher qual genética vai cultivar. Para isso preparamos um guia de strains que mostra de maneira simples os efeitos, gostos, cheiros e peculiaridades de cada espécie de Cannabis.

Como germinar suas sementes

Primeiramente, quantas sementes devo comprar?

Bem, vamos usar o exemplo de uma estufa que têm capacidade de 3 plantas.

No caso daqueles que optaram pelas sementes feminizadas, um mínimo de 5 sementes é recomendado pois sempre é bom ter algumas na reserva em caso de imprevistos como doenças ou problemas na germinação.

Os que optarem por sementes normais devem se lembrar que essas sementes possuem 50% de chance de virarem plantas macho e 50% de chance de virarem plantas fêmea. As plantas macho não produzem canabinóides, então terão de ser mortas quando identificadas para não atrapalharem as fêmeas.

Pensando nisso, os que optarem em levar sementes comuns devem comprar um número superior ao dobro do número de plantas que deseja na estufa. No nosso exemplo de uma estufa com lugar para 3 plantas, o recomendado é adquirir pelo menos 6 sementes, porém quanto mais melhor.

Agora que temos a quantidade certa de sementes em mãos, vamos mostrar dois métodos de germinação muito usados por growers de todo o mundo:

Célula de germinação ou turfa

Germinação em turfas

As células de germinação são pequenos discos de substrato que se expandem quando molhados. Seu uso é extremamente fácil:

  1. Molhe os discos até eles se expandirem
  2. Insira uma semente dentro de cada um a mais ou menos 2cm de profundidade e coberta de terra
  3. Guarde os discos em algum lugar sem incidência de luz
  4. Mantenha os discos úmidos. Água demais pode prejudicar a semente
  5. Depois de 2-7 dias sua plântula deve brotar, a partir daí suas luzes têm que ficar ligadas por pelo menos 16 horas diárias
  6. Elas crescerão muito rapidamente nessa fase, mantenha-as úmidas mas não as afogue
  7. Quando perceber que as raízes estão extrapolando os cantos do disco, transplante-a urgentemente para um vaso com terra fértil

Inserção no vaso

Método do papel toalha

Esse é um dos métodos mais fáceis de se germinar sementes de Cannabis e é feito usando apenas papel toalha e água. Vale ressaltar que por ser um método caseiro ele oferece uma menor porcentagem de germinação se comparado a outras estratégias.

Você precisará apenas de:

  • Suas sementes
  • 2 pratos
  • Papel toalha
  • Água

Método do papel toalha

O processo é muito simples, apenas coloque as sementes entre duas folhas úmidas de papel toalha e feche as folhas entre dois pratos para reter a umidade e manter um ambiente escuro para a semente.

Tradução:

  • Passo 1. Coloque as sementes entre duas folhas úmidas de papel toalha.
  • Passo 2. Coloque um prato sobre o outro para reter a umidade e cortar a luz.
  • Passo 3. Sementes normalmente brotam de 1-3 dias, mas podendo demorar até 1 semana dependendo da semente.
  • Passo 4. Faça um pequeno buraco no solo, de aproximadamente 3 cm e coloque gentilmente a semente nele. Cubra suavemente com terra.
  • Passo 5. A plântula brota da terra já com duas pequenas folhas jovens. Deixe as luzes ligadas 24 horas nesse período, a uma distância segura.
  • Passo 6. A plântula desenvolve suas duas primeiras folhas adultas, sinalizando o início do estado vegetativo. Continue ajustando a distância das luzes enquanto a planta cresce.

Plantio direto

Você também pode optar por plantar sua maconha do jeito que a natureza quis: Diretamente no solo. Coloque a semente de 1,5 a 3 cm abaixo do solo úmido e a cubra de terra. Depois disso é só aguardar a natureza agir. Esse método é mais fácil e reduz o estresse da planta por não ter que ser transplantada quando ainda jovem, porém apresenta taxas de germinação menores que os outros procedimentos.

Passo 5. Escolhendo seu meio de cultivo (Solo, Inertes, Hidropônicos)

O meio de cultivo é de onde as suas plantas irão retirar os nutrientes que elas necessitam para prosperar.

A maioria dos novos growers automaticamente pensam em cultivar sua Cannabis no solo. O solo, apesar de ser o mais conhecido e o mais usado dos meios de cultivo, não é o único.

Os meios de cultivo mais comuns para maconha são: Solo, substrato inerte e hidropônico.

Solo 

Exemplo de solo saudável para maconha

O solo é o meio de cultivo mais comum para growers de Cannabis indoor e também o que mais perdoa os erros de iniciantes.

Plantar em solo não apresenta muitos mistérios: Você compra seus vasos, prepara a sua terra e adiciona as plantas, simples assim. Depois disso é só regar e fertilizar quando o momento for certo.

Ok, mas qual vaso escolher? Uma boa regra é ter em média 8L de volume a cada 30cm de planta. Essa regra não é perfeita já que cada planta possui sua genética própria, porém é um bom ponto de partida. Segue uma pequena tabela comparando o tamanho das plantas com o tamanho dos vasos que devem ser usados:

Planta de 30 cm Vaso com 8-12L
Planta de 60 cm Vaso com 12-18L
Planta de 90 cm Vaso com 18-26L
Planta de 1,20m Vaso com 25-35L
Planta de 1,50m Vaso com 30L +

Quando em dúvida, sempre leve o vaso maior. Plantas muito grandes em vasos muito pequenos terão suas raízes constritas e isso irá acarretar problemas de absorção de nutrientes, e, dependendo da proporção da constrição, pode levar até a morte da planta.

Escolha do vaso

Além do tamanho do vaso, o tipo de vaso usado também tem de ser escolhido. Os dois principais tipos são os vasos comuns (plástico ou cerâmica) e os vasos de feltro (Conhecidos também como grow bags).

Os vasos comuns:

  • São os mais usados e aprovados por jardineiros de todos os tipos de plantas
  • Retém mais água e não deixa que o solo seque muito rápido
  • São achados em qualquer loja de jardinagem

Os vasos de feltro:

  • Começaram a ser usados a poucos anos porém sua popularidade entre growers cresce a cada dia
  • Por serem aerados, mais oxigênio chega às raízes fazendo com que elas absorvam mais nutrientes
  • Previnem as raízes de ficar constritas pois elas conseguem “furar” o vaso e sair pelas extremidades, ao invés de se retorcer para dentro como nos vasos comuns.
  • Como eles possuem uma drenagem muito maior que os vasos comuns, para que a água não seque muito rápido e você tenha que regar suas plantas a cada 1-2 dias, é recomendado comprar vasos de volumes muito maiores que os de plástico (O dobro em média)

A conclusão que chegamos é que os vasos de feltro apresentam melhores rendimentos, maior absorção de nutrientes, melhor drenagem e crescimento mais rápido que vasos comuns.

Em teoria, as grow bags são melhores que os vasos convencionais, porém não deixe que isso seja limitante para começar seu cultivo! Vasos comuns com um solo bem preparado, aerado e com uma boa drenagem de água sempre foram o padrão quando se trata de cultivar qualquer tipo de planta.

Prós

Muitos já têm experiência com solo: Plantar maconha na terra segue a mesma lógica de plantar tomates ou qualquer outra verdura. Para aqueles que já mexeram em uma horta ou jardim, plantar maconha deve ser algo fácil e intuitivo.

Simplicidade: Escolher a terra, os vasos e depois regar. Um cultivo não fica muito mais simples que isso.

Contras

Pragas: O solo é um material orgânico, e vários tipos de pestes e insetos gostam de viver na terra. Muitas vezes, aqueles que escolhem cultivar no solo sofrem mais com ataques de insetos que os que optam por outros métodos.

Problemas de drenagem: Se o solo não for bem preparado, ele pode acabar ficando muito compactado. Isso pode criar problemas na drenagem de água e/ou constringir as raízes da planta, fazendo com que ela não absorva bem os nutrientes presentes na terra.

Crescimento lento: Cultivar em solo não é tão rápido quanto cultivar em substratos inertes ou hidroponia. Os outros métodos de cultivo tendem a ter taxas de crescimento mais rápidas que na terra, principalmente na fase vegetativa.

Substratos Inertes

Plântula crescendo em uma mistura de fibra de coco / perlita.

Substratos inertes são misturas compostas de ingredientes como fibra de coco, perlita, vermiculita, lã de rocha, turfas e muitos outros.

Ao crescer em um meio inerte, você pode tratar suas plantas quase como se estivessem crescendo no solo. A principal diferença é que a alimentação dos nutrientes é feita através da água, não do solo.

Como os nutrientes vêm na água, a absorção deles pelas raízes será muito mais rápida. Isso fará com que você obtenha um crescimento acelerado e rendimentos mais altos do que o cultivo no solo (onde as raízes precisam procurar pelos nutrientes na terra).

Apesar de existirem várias combinações de substrato inerte, a mais famosa envolve quantidades significativas de fibra de coco e perlita. A mistura dos dois ingredientes produz um substrato bem aerado que permite um ótimo crescimento e absorção por parte das raízes da planta.

Prós

Crescimento rápido: O crescimento na fase vegetativa tende ser mais rápido que no solo, pois por ser um substrato inerte, as raízes ficam mais aeradas, recebem mais oxigênio e conseguem absorver nutrientes mais rapidamente.

Menos suscetível à pragas: Quando comparado ao cultivo em solo, os substratos inertes normalmente sofrem menos ataques de insetos, porém não quer dizer que são à prova de pragas.

Facilidade: Assim como no solo, você apenas preparará seu substrato, colocará no vaso e plantará suas ervas. Os nutrientes serão adicionados junto com a água, e a única parte complicada é ter certeza da quantidade de fertilizantes certa para usar em cada estágio.

Contras

Mais lento que a hidroponia: Ainda sim a hidroponia é o método que provém crescimento vegetativo mais acelerado de todos.

Quantidade certa de nutrientes: Acertar a quantidade certa de nutrientes que suas plantas precisam pode ser um pouco traiçoeiro no começo. A não ser que você já use uma fórmula pronta, chegar as quantidades perfeitas de nutriente pode requerer um bom tempo de testes. Esse passo é de extrema importância pois como no meio inerte a absorção de nutrientes é muito mais rápida que no solo, uma superdosagem pode matar sua planta em poucos dias.

Hidroponia

Cannabis plantada em meio hidropônico

Cultivar em meio hidropônico é colocar suas plantas com as raízes diretamente na água. Neste método se alimenta a planta com soluções concentradas de nutrientes e sais minerais que são absorvidos diretamente pelas raízes através do processo de osmose.

Como o processo agiliza a absorção de nutrientes, é o método com crescimento mais rápido, porém requer um alto nível de precisão quanto a fertilização das suas plantas. Como a absorção dos nutrientes é muito rápida, as plantas reagirão rapidamente à qualquer erro na quantidade provida de nutrientes, seja para mais ou para menos.

Prós

Crescimento rápido: Crescimento vegetativo muito acelerado quando comparado à outros métodos, levando à uma colheita mais rápida.

Maior rendimento: Growers experientes em hidroponia conseguem prover às suas plantas a quantidade exata de nutrientes que elas precisam, fazendo com que elas tenham um rendimento muito melhor quando comparado ao cultivo em solo.

Contras

Custo e dificuldade de instalação: Sistemas hidropônicos são muito caros e difíceis de serem instalados. Requerem uma estrutura própria assim como bombas de ar e nutriente funcionando todos os dias.

Quantidade certa de nutrientes: Assim como no substrato inerte, você precisa de escolher a quantidade exata de nutrientes que dará para suas plantas. Como o tempo de resposta à nutrição na hidroponia é muito rápido, os problemas nutricionais devem ser corrigidos muito rapidamente para que não se perca a planta.

Tendo tudo isso em mente, o mais recomendado para growers de primeira viagem é começar usando apenas a boa e velha terra no vaso. Os outros métodos de cultivo requerem uma precisão enorme na hora de alimentar os nutrientes para as plantas, e isso pode trazer muitos problemas para iniciantes.

Passo 6. Água e fertilizantes

Um dos grandes erros que muitos growers iniciantes cometem é errar na hora de adubar suas plantas. Plantas de Cannabis requerem nutrientes específicos em cada estágio de vida e é de extrema importância prover a quantidade certa de cada um no tempo certo para suas plantas prosperarem.

Antes de mais nada, você deve saber que a maconha precisa de 3 macronutrientes principais, sendo eles:

  • Nitrogênio (N)
  • Fósforo (P)
  • Potássio (K)

Além disso, as plantas também precisam de alguns micronutrientes, porém em pequenas quantidades. São eles:

  • Cálcio
  • Magnésio
  • Ferro
  • Cobre

Se você não estiver usando um solo já pré-preparado, você precisará alimentar as suas plantas com nutrientes pelo menos uma vez por semana. Esses nutrientes geralmente são vendidos em fórmulas líquidas ou em pó. Você terá de misturá-los com a água que usará para regar as plantas e alimentá-las quando necessário.

Proporções de nutrientes em cada fase

A maconha possui dois estágios de vida: Fase vegetativa e Fase de floração. Cada estágio requer uma concentração de macronutrientes diferentes para que a planta prospere. Para os melhores resultados, as plantas precisam das seguintes proporções em cada fase:
Para os macronutrientes, você achará em qualquer loja de jardinagem o fertilizante conhecido como NPK. O NPK vêm em várias fórmulas, normalmente descritas por uma combinação de 3 números que se referem à proporção de cada nutriente na mistura (2-1-6 significa 2 partes de N para 1 de P e 6 de K)

Resumindo, você precisará de uma fórmula com alta concentração de nitrogênio na fase vegetativa, enquanto na fase de floração deve optar por uma formulação com baixo teor de nitrogênio porém alto teor de Fósforo.

Os micronutrientes podem ser adquiridos em fórmulas e produtos já prontos no mercado, e também são achados facilmente em qualquer loja de jardinagem. Existem também lojas específicas voltadas para o grow de Cannabis. Se você não achar alguma perto de onde mora, com certeza encontrará algumas online.

Lembre-se que sempre é melhor faltar nutrientes do que sobrar. Comece sempre com uma dosagem mais baixa que a recomendada pelo produto, pois a falta de nutrientes é muito mais fácil de ser resolvida que o excesso. Cada vaso e planta requer uma quantidade diferente de nutrientes. Apenas siga as instruções de uso do produto que você adquirir e a partir daí ajuste as quantidades observando as respostas das plantas.

Aqui vai um esquema dos sinais que a planta pode apresentar quando há excesso ou falta de alguns nutrientes. A partir dessa imagem você pode tentar corrigir da melhor maneira possível quando detectar um problema em uma de suas plantas.

Fonte: Jorge Cervantes

Água: Com qual frequência regar as plantas?

As plantas jovens precisam de muito menos água até atingir um estágio constante de crescimento vegetativo. Especialmente no caso de plantas muito pequenas dentro de vasos muito grandes, evite dar muita água até que ela adquira um bom ritmo de crescimento.

Quando a planta já estiver crescendo novas folhas e ramificações regularmente, há algumas técnicas que podemos usar para regá-las na quantidade certa:

  • Enfie seu dedo no solo. Se ele já estiver seco até a sua primeira junta (3 cm de profundidade) está na hora de adicionar água.
  • Um outro truque é sentir a temperatura do solo com a parte de trás de sua mão. Se o solo ainda estiver levemente gelado, quer dizer que ainda há água nele. Se ele já estiver morno quer dizer que está na hora de regar.
  • Se sua planta estiver com as folhas se pendurando para baixo, provavelmente ela está precisando de água urgentemente.
  • Adicione água até você ver um pouco do excesso dela escorrendo por debaixo do vaso. Observação: Se a água levar muito tempo para sair pelo fundo, ou se os vasos levarem mais de 5 dias para secar antes da próxima rega, você pode ter um problema com a drenagem. Isso pode atrapalhar muito a absorção de nutrientes por parte da planta e, dependendo da duração do problema, levá-las à morte.

Lembre-se que a quantidade ideal de água e nutrientes dependerá da genética das suas plantas, tamanho do vaso, tipo de solo usado e temperatura do ambiente. Não há uma regra de ouro para regar as plantas perfeitamente, cada um terá de aprender com a sua própria experiência o que é melhor para seu grow.

Passo 7. As duas fases de vida da maconha: Vegetação e Floração.

A Cannabis possui dois estágios de vida: Fase vegetativa e fase de floração.

Fase vegetativa

Quando a planta começa a produzir suas primeiras folhas e ramificações, é o início da fase vegetativa. O estágio vegetativo é um período de crescimento em que sua planta se concentra apenas em ficar forte e grande. Durante este estágio, as plantas criarão novas folhas e ramificações, mas não produzirão nenhuma flor.

Nesse estágio as luzes devem ficar ligadas ao menos 16 horas por dia, alguns growers preferindo até deixá-las ligadas por 24 horas. Essa discussão não possui resultados concretos, dependendo muito da preferência de cada grower.

O recomendado é esperar 3-5 semanas para que sua planta esteja pronta para a fase de floração. Vale ressaltar, porém, que o indoor grower por meio do manejo do ciclo de luz tem total controle de quando deseja que acabe a fase vegetativa. Isso quer dizer que alguns podem optar por começar a florir com suas ervas muito pequenas ou muito grandes, isso dependerá do objetivo do grow de cada um.

Fase de floração

O grower escolherá quando a fase de floração irá começar. Assim que mudamos o ciclo de luz para 12 horas por dia, a planta entenderá como uma mudança de estação e irá começar a produzir flores. Alguns aconselham abaixar o número de horas de luz por dia gradativamente, para que a planta não sinta um impacto tão grande na mudança de fases.

As primeiras flores devem brotar em média 4 semanas depois que o ciclo de luz for alterado para 12 horas diárias. Assim que as primeiras flores forem surgindo, devemos eliminar as plantas macho (Para aqueles que não usaram sementes feminizadas) para que elas não fecundem as fêmeas e estas produzam sementes ao invés de flores.

Como identificar plantas macho / fêmea

Como identificar plantas macho:

Assim que você identificar uma planta macho, remova-a imediatamente para não correr o risco dela polinizar as suas fêmeas e você perder todas as suas plantas.

Resumindo:

Na fase vegetativa use de 16-24 horas de luz por dia e aplique fertilizantes ricos em nitrogênio.

Na fase de floração use ciclos de 12 horas por dia e aplique fertilizantes ricos em fósforo e com pouco nitrogênio.

 

Passo 8. Colhendo os frutos

Depois do início da fase de floração, levará em média 2-3 meses para que suas flores estejam maduras e prontas para colher.

Durante os estágios finais da floração, há alguns indicativos que você deve observar para ter certeza que colherá suas ervas no tempo certo. O jeito mais fácil de saber se está na hora certa é observando os pistilos das plantas, que são os pequenos cabelos que nascem junto às flores fêmeas.

A hora perfeita para colheita

Estas duas fotos são de plantas que ainda não atingiram a hora certa de colheita. Observe que os pistilos ainda estão brancos.

Pistilos ainda brancos

A melhor hora para se colher é quando os pistilos começarem a adquirir uma coloração marrom.

Hora ótima da colheita

Hora ótima da colheita

A foto acima mostra uma planta no momento perfeito para a colheita. Além dos pistilos marrons, as flores estarão pesadas, compactas e exalando um cheiro muito forte, principalmente quando as luzes estiverem desligadas.

Alguns growers gostam de usar uma técnica chamada “flush” antes da colheita. O flush consiste em parar de dar fertilizantes e dar apenas água para a planta nas duas últimas semanas que precedem a colheita. Muitos dizem que isso faz com que os nutrientes do solo sejam lavados, tirando o gosto de fertilizantes químicos que podem ficar na planta sem o uso da técnica.

Agora que você já sabe a hora perfeita para a colheita, o processo de colher é muito fácil: Apenas corte a planta logo acima da linha do solo. Tente não encostar muito nas flores pois os cristais de THC são grudentos e irão se prender nos seus dedos.

Limpando seus buds 

Agora é a hora de limpar as suas flores, se prepare para um pouco de trabalho manual!

Use uma tesoura, de preferência pequena, para começar a limpeza. As folhas grandes que estão mais separadas dos buds podem ser jogadas no lixo.

As folhas pequenas que ficam bem próximas às flores e cobertas de cristais de THC devem ser cortadas, porém guarde elas em algum lugar. Essas folhas pequenas podem ser fumadas, mas geralmente são usadas para produção de óleos ou haxixe.

Limpando seus buds

Secagem 

Assim que já tiver limpado suas flores, está na hora de secá-las.

Você deve secá-las lentamente, mas não muito. É uma péssima ideia secar suas flores em um forno ou com um secador de cabelo, elas ficarão secas demais e ficarão com um gosto estranho. A secagem no tempo certo fará os buds desenvolverem um cheiro e gosto muito agradável.

Para secar é necessário apenas colocar as flores em algum lugar escuro. Muitos growers gostam de pendurar os buds em cabides e os colocar no armário

Secagem

Um outro método é colocar todas as flores em cima de um papel e guardar em uma gaveta, um armário, ou mesmo na estufa que você usou para as plantas (com as luzes apagadas).

Os buds devem demorar de 3-10 dias para secar, vai depender do ambiente que você os deixar e o tamanho de cada um. Em certo ponto o material estará seco o bastante que quando você dobrar um dos galhos ele se quebrará em um estalo. Esse ponto você já pode parar a secagem.

Não deixe eles secarem 100% pois é necessário certa umidade presente para o processo de cura. À essa altura você já pode fumar seus buds, porém ainda falta mais um último passo para eles adquirirem sua potência máxima.

Curagem

A maconha recém seca pode ser consumida, ela terá um efeito, porém esse efeito poderia ser muito melhor.

Nos próximos 2 a 4 meses, os processos químicos na erva diminuirão a clorofila e aumentarão o THC e outras substâncias ativas nas flores.

Isso significa que os buds ficarão com gosto, cheiro e potência melhor depois que curados. A cura é feita melhor em frascos de vidro, pois recipientes de plástico podem deixar algum gosto na sua erva.

Curagem

Apenas guarde os frascos em um local escuro. Durante as primeiras semanas de cura, você deve abrir os frascos uma vez por dia durante alguns segundos para deixar o ar fresco entrar e liberar qualquer umidade acumulada nos potes.

Assim como vinhos, quanto mais tempo curando melhores e mais potentes seus buds irão ficar. Algumas pessoas curam suas flores por apenas 1-2 semanas enquanto outras preferem curar durante meses para potencializar o efeito e sabor ao máximo.

Não há regra clara quanto ao tempo de cura, cada grower faz do seu jeito. Sua erva já está pronta para fumar então só vai depender de você o quanto tempo irá conseguir deixá-la no armário.

Pronto! Se você leu todo o guia você já sabe toda a teoria envolvida em cultivar sua querida Cannabis. Agora não há mais desculpas, coloque a mão na massa e aprenda com os próprios erros, a maconha é uma planta fácil de ser cultivada e com todas as informações apresentadas você não deve ter dificuldades para virar um grower de sucesso!

Gostou do guia? Tem outras sugestões para os growers iniciantes? Ficou confuso em algum tópico? Deixe seu comentario abaixo para esclarecermos suas dúvidas!

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