Haxixe: O que é, como usar e quais os tipos

Para entender o que é o haxixe, você deve primeiro conhecer a estrutura de uma planta fêmea de maconha, e saber que ela é composta por 2 partes: A primeira é a estrutura física da planta, composta por seus galhos, folhas e raízes. A segunda parte é o que conhecemos como tricomas: Eles são a essência da planta. É neles que ocorre a produção dos canabinoides e terpenos que ditam o sabor, aroma, características terapêuticas e recreacionais de cada variedade de maconha.

O haxixe consiste no processo de separar os tricomas da parte física da planta. Este processo é feito de diversas maneiras, mas no final das contas o objetivo é sempre o mesmo: Retirar os tricomas da superfície das folhas e flores e coletá-los.

Os tricomas já separados da planta são chamados de Kief. O haxixe é justamente um prensado dos tricomas da planta – um prensado de Kief.

Diferentes processos para extração do haxixe são usados há séculos em culturas e países distintos. Nas últimas décadas, a rápida popularização da maconha trouxe novos processos de confecção do concentrado que vêm se espalhando pelo mundo.

Saiba mais sobre o que é o haxixe, como usá-lo e quais suas variedades à seguir!

A origem do haxixe

A palavra haxixe vem do árabe e sua tradução literal seria algo como “erva seca”. Acredita-se que a popularização do haxixe ocorreu por volta de 900A.C, embora alguns especialistas afirmam que métodos como o “charas”, ou a coleta dos tricomas diretamente pelas mãos dos fazendeiros, tenha surgido muito antes de sua documentação escrita.

Com o início da exploração da África pelos Europeus, o haxixe começou a fazer suas aparições no mundo ocidental. Por anos, os médicos Europeus importavam haxixe para conduzir pesquisas sobre seus usos, o que levou à diversos processos de extração serem criados e refinados para a criação de remédios nessa época.

No início do século 20, a extração de produtos de cannabis era grande parte da indústria farmacêutica ocidental. Apenas nos meados de 1920, quando os Estados Unidos proibiram a maconha, que o haxixe foi erradicado das farmácias e empurrado para o mercado clandestino.

Diferentes tipos de haxixe

Existem muitos tipos diferentes de haxixe a serem encontrados quando se viaja pelo mundo. Estas variedades diferem de acordo com a forma como o Kief é extraído e prensado, e os métodos usados resultam em produtos finais muito diferentes uns dos outros. Alguns serão grudentos enquanto outros serão secos e esfarelados. À seguir falaremos um pouco sobre as variedades mais conhecidas atualmente.

Haxixe Afegão

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O haxixe afegão é produzido basicamente em toda a extensão do país, as melhores qualidades sendo encontradas nas províncias mais ao norte.

As plantas usadas para a produção deste haxixe são Indicas pequenas e densas. O haxixe afegão é prensado com as mãos, com a adição de uma pequena quantidade de de chá ou água para ajudar na consistência. O haxixe é trabalhado até adquirir uma textura muito elástica e um cheiro extremamente forte.

  • Cor: Preto por fora, verde escuro ou marrom por dentro. Se mal conservado, pode adquirir uma cor cinza por fora.
  • Consistência: Muito macio, consegue ser manipulado facilmente.
  • Potência: Normalmente é muito potente. Usuários relatam que sua onda pode demorar de 5-10 min para atingir o auge, cuidado para não exagerar!
  • Disponibilidade: Relativamente raro em qualidades excelentes. Ao lado do haxixe marroquino, o afegão é o segundo tipo mais comum no mercado. Pode ser um pouco mais caro, porém sua qualidade normalmente é superior aos marroquinos.

Charas (Haxixe Indiano)

Haxixe Charas

Foto: Buzzing Bhudda

O Charas é produzido em toda a extensão da Índia, sem ter um local específico onde ele prospera melhor.

A produção do charas usa um método meramente físico e muito simples: As flores do sexo feminino são friccionadas cuidadosamente com as mãos, os tricomas ficam presos nas mãos dos trabalhadores e depois são enrolados em pequenas bolas, que posteriormente são embaladas e prensadas em formas de tabletes.

  • Cor: Preto por fora, verde escuro ou marrom por dentro.
  • Consistência: Muito macio, consegue ser manipulado facilmente assim como o afegão. As vezes pode ser meio esfarelado, porém é sempre bem denso.
  • Potência: Extremamente potente. O charas tem uma altíssima concentração de canabinoides podendo chegar a até 40% de THC em alguns exemplares. O charas original sempre será um excelente fumo.
  • Disponibilidade: Muito raro. De tempos em tempos alguma pequena quantidade fica disponível no mercado. Por causa disso, o preço sempre é bem elevado. Normalmente é vendido em “palitos” alongados de haxixe.

Haxixe Paquistanês

Haxixe Paqui

Foto: Atlantis Cannabis Company

O haxixe paquistanês é produzido principalmente na região noroeste do país. Esta região é conhecida pelas províncias que não estão sobre controle do governo. É considerada uma região tribal, onde drogas e armas são produzidas livremente.

O melhor haxixe é produzido nas regiões de Citral, Swat e Khaibar, porém diversas plantações de Cannabis foram convertidas em plantações de papoula (ópio), fazendo o haxixe paquistanês original ser bem raro hoje em dia.

Seu processo de produção é quase igual ao afegão: É feito com a mão com a mistura de alguma outra substância para ajudar na aquisição da consistência macia.

  • Cor: Preto e marrom por fora, marrom por dentro. As vezes uma tonalidade de verde bem escuro também pode ser vista.
  • Consistência: Muito macio, parece muito com o haxixe afegão.
  • Potência: Média-alta. Normalmente mais potente que o afegão, porém sua qualidade dependerá muito da sua procedência.
  • Disponibilidade: Muito raro. Com a conversão dos campos de Cannabis em campos de papoula, o haxixe paquistanês original ficou difícil de ser achado no mercado – vale lembrar que haxixes produzidos com o mesmo processo podem ser vendidos como sendo paquistanês, porém não são originalmente da região.

Haxixe Marroquino

Todo maconheiro já deve ter ouvido falar do lendário Haxixe Marroquino. É neste pequeno país no norte da África que diversos turistas vão atrás dos haxixes mais cobiçados do planeta. Os haxixes do Marrocos são os mais famosos do mundo, devido a tradição do país na sua produção.

O método tradicional para fazer haxixe marroquino envolve cobrir uma tigela grande com um filtro e colocar a planta já triturada em cima dela. A tigela e o material da planta são embrulhados em plástico e o material é golpeado com gravetos para que os tricomas se soltem da planta. O kief cai através do filtro para ser coletado na tigela, depois é prensado parar virar o haxixe.

Muitas variedades de cannabis foram usadas durantes os séculos para a produção deste haxixe. Isso fez com que surgissem variações dentro do próprio haxixe marroquino, e vamos falar um pouco sobre elas agora.

Slate

Haxixe marroquino Slate

Foto: 420Hash

  • Cor: Marrom esverdeado. Devido às temporadas mais curtas de cultivo, as plantas retém boa parte da cor verde na colheita.
  • Consistência: Varia bastante, geralmente é bem duro.
  • Potência: Média-baixa, raramente achará um extremamente potente. Nem mesmo os melhores haxixes marroquinos podem ser chamados de muito fortes quando comparados com outras variedades.
  • Disponibilidade: O Haxixe Marroquino Slate é o mais comum no mercado europeu, só recentemente tornou-se possível encontrar outros tipos com mais facilidade na rua. São vendidos com muitos nomes diferentes: Standard, Melange, Premier, zero, zero-zero,  Sputnik, pólen, chocolate e provavelmente muitos outros. Infelizmente, esses nomes não são muito úteis pois os revendedores dão nome a tudo o que é um pouco melhor do que o o normal para subir os preços.

Primero

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  • Cor: Marrom claro, podendo ocorrer um verde claro no meio.
  • Consistência: Geralmente bem duro e esfarelado.
  • Potência: Tende a ser alta, porém varia dependendo da planta usada na produção.
  • Disponibilidade: Extremamente raro. Se você não morar na região dos arredores do Marrocos, pode desistir de encontrá-lo.

Polm

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  • Cor: Borda escura e marrom bem claro por dentro.
  • Consistência: Geralmente bem duro e esfarelado.
  • Potência: Média-baixa. É um haxixe extremamente popular e conhecido por ser produzido por associações criminosas que misturam todos os tipos de entulho no produto para poder render.
  • Disponibilidade: Esse hash não possui muito mais valor no mercado, pois pessoas já conseguem fazer haxixes muito melhores mais baratos que ele. É muito vendido para enganar turistas em pagar caro por um produto de baixa qualidade. Ele te deixará chapado, claro, porém há produtos muito melhores na mesma faixa de preço.

Caramelo

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  • Cor: Caramelo.
  • Consistência: Geralmente mais macio e esfarelado.
  • Potência: É o haxixe marroquino de melhor qualidade que você encontrará pelos coffee shops da Europa.
  • Disponibilidade: Normalmente vêm em pequenos formatos ovoides pesando 5 gramas. Estes pedaços são feitos à mão por artesões e fazendeiros. Se prepare para pagar um pouco mais caro por ele, você estará pagando por qualidade e não quantidade.

Haxixe Nepalês Sticky

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A cannabis é cultivada em todas as partes do Nepal, onde o clima permite uma longa temporada de cultivo da planta.

A produção do Haxixe Nepalês Sticky é quase igual a do Charas Indiano. Os tricomas são extraídos esfregando-se cuidadosamente as flores entre as mãos, caindo em uma tela e posteriormente coletados e enrolados em pequenas bolas.

  • Cor: Preto por fora, marrom escuro por dentro.
  • Consistência:A textura é geralmente um pouco mais dura do que o haxixe afegão. Ainda será suave o suficiente para ser amassado só com as mãos. Muito difícil de dixavar devido à sua consistência pegajosa. Fica pegajoso o tempo todo, mesmo depois de secar.
  • Potência: É um dos tipos de haxixe mais potentes. Dizem que os melhores haxixes do mundo vêm do Nepal.
  • Disponibilidade: Normalmente o haxixe Nepalês é muito caro. Em Amsterdã o melhor haxixe que você encontrará em coffee-shops quase sempre será Nepalês. É relativamente raro de se achar o original, mas quando encontrado pode ter certeza de uma excelente experiência.

Super Nepalês

Haxixe Nepalês

Super Nepalês

O haxixe super nepalês está um passo à frente de qualquer outro haxixe produzido regionalmente. Conhecido por sua altíssima qualidade, a sua concentração de THC é das mais altas de todas. Este haxixe normalmente não é prensado com máquinas, é feito à mão deixando uma textura macia e flexível. Muitos por aí dizem que o haxixe Super Nepalês é sem dúvidas o mais potente do mundo.

Na maioria das vezes é feito com plantas do tipo Indica, devido à região que se encontra. Este produto é extremamente caro porém vale cada centavo. É feito com técnicas tradicionais e artesanais passadas de geração para geração.

  • Cor: Escuro por dentro e por fora, entre tons de marrom escuro e preto.
  • Consistência: Extremamente pegajosa, parece muito com o Nepalês Sticky.
  • Potência: A sua potência é sempre fora da curva. Não se importe muito com a concentração de THC, se você conseguir colocar as mãos em um Super Nepalês, faça-o e teste você mesmo.
  • Disponibilidade: Difícil de ser achado mas não impossível. Nos lugares certos o Super Nepalês ainda consegue ser encontrado em sua forma original. É considerado o melhor haxixe do mundo por muitos, espere um preço bem salgado!

Haxixe Temple Ball

Haxixe Temple Ball

Foto: Herb

O Temple Ball não é oriundo de nenhuma região específica, mas sim um modo de fazer o haxixe que dá suas características marcantes.

Sua principal característica é que ele é extremamente grudento. Normalmente vem embrulhado em um papel filme ou plástico, pois ele gruda em qualquer coisa que entrar em contato, levando até à algumas perdas se você manejá-lo com displicência.

Temple Balls são feitas usando duas coisas –  flores recém secadas e suas mãos. Assim como Charas Indiano, o processo consiste em esfregar as flores com as mãos até que os tricomas sejam separados da planta. Estes tricomas vão começar a grudar uns nos outros, o calor da sua mão fará com que a reação se complete e prontinho: Você fez suas próprias Temple Balls.

  • Cor: Marrom escuro ou preto.
  • Consistência: Extremamente pegajosa, parece muito com Charas Indiano.
  • Potência: A sua potência normalmente é elevadíssima, por ser um processo meramente físico de extração dos canabinoides. Se feito corretamente e com variedades potentes de Cannabis, seu THC pode chegar a até surpreendentes 80%!
  • Disponibilidade: Difícil de ser achado fora da Europa. O jeito mais fácil de conseguir este haxixe é fazendo você mesmo. Se for visitar Amsterdam ou o Nepal suas chances de encontrar o Temple Ball são grandes.

Haxixe Ice / Ice-o-lator / Bubble Hash

O Ice ou Ice-o-lator ou Bubble Hash é um tipo de haxixe que borbulha quando aquecido.

O processo de produção do Bubble hash faz o uso de água e gelo para facilitar a separação dos tricomas da planta.

As flores ou folhas sujas de resina são adicionadas às peneiras chamadas Bubble Bags, junto com água e gelo. Cada Bag possui uma rede com diferente espessura, para que todos os tricomas sejam extraídos da mistura. Depois disso se mistura o conteúdo por algum tempo, retira-se a água e as plantas e no final das sacolas sobra apenas o haxixe, que deve secar durante um dia antes de ser consumido. Há vários vídeos ensinando o processo de extração do Ice no youtube, corre lá para dar uma conferida!

Bubble Bags em ação

Bubble Bags em ação

Bubble Bags

Bubble Bags

Como o THC não se dissolve em água, os tricomas podem ser facilmente extraídos pelas peneiras, aumentando muito a qualidade do produto final quando comparado à métodos tradicionais de produção.

Quando extraído da maneira correta e feito com plantas saudáveis e ricas em resina, o Ice é considerado o tipo de haxixe mais potente do mercado moderno.

Haxixe Dry / Dry Sift

Haxixe Dry

Foto: Leafly

Dry Sift é um tipo de haxixe que tem este nome por causa do seu processo de produção. Dry Sift, em inglês, significa peneirar à seco e é exatamente assim que este haxixe é produzido.

Ele é feito através de um processo 100% manual e artesanal. A técnica usa telas com malha extremamente fina para peneirar manualmente as flores secas, removendo as glândulas resinosas e refinando o extrato até uma consistência granular. O Dry Sift de alta qualidade é apreciado por seu processo artesanal e reverenciado por seu perfil de terpenos, potência altíssima e sua capacidade de derreter e vaporizar completamente.

Os produtores deste haxixe esfregam meticulosamente os buds de Cannabis em telas porosas. A agitação e a fricção ajudam a separar as delicadas glândulas de resina da flor. As telas com porosidade muito pequena permitem que apenas as partículas mais finas passem, e este processo é repetido diversas vezes em telas com porosidades cada vez menores. O pó que sobra ao final é o Dry Sift.

Haxixe Dry

Processo de produção do Dry Sift

Uma dica na produção do haxixe Dry é sempre deixar a temperatura do ambiente baixa.  A temperatura mais baixa serve para evitar que ele fique pegajoso e oleoso e ajuda a separar as impurezas que passam pelas telas. Temperaturas frias também ajudam a tornar os tricomas mais frágeis e permitem que eles se separem da planta muito mais facilmente.

Haxixe Paraguaio (Uva)

 

Haxixe paraguaio

Foto: Wikipedia

 

Provavelmente o tipo de haxixe mais popular e acessível no Brasil, o haxixe Paraguaio normalmente é vendido em pequenas esferas e possui cor preta, muitas vezes sendo chamado de haxixe uva pela sua semelhança com a fruta.

O haxixe paraguaio é o mais comum e barato achado na América Latina. Sua qualidade irá depender completamente do processo usado na sua manufatura e as plantas usadas como matéria prima.

O problema é que este haxixe é feito por contrabandistas para aumentarem os seus lucros e conseguirem transportar a maconha com mais facilidade, isso faz com que ele seja feito e armazenado de maneira muito amadora, muitas vezes sendo contaminado por fungos ou misturado com outras substâncias como massa de modelar preta para que o produto “renda” mais.

Não conseguimos falar muito sobre este tipo de haxixe pois ele irá variar muito dependendo de quem o produziu, com que plantas produziu e como o embalou e transportou. O haxixe paraguaio pode ter uma boa qualidade se seu processo de fabricação for bem feito, mas não espere nada de mais quando comparado à um marroquino ou paquistanês.

Como usar haxixe

Como podemos ver são muitos os tipos de haxixe disponíveis no mercado atual. Cada um desses possui propriedades físicas diferentes então cada um também terá de ser consumido de maneira distinta.

Há várias maneiras de se consumir estas especiarias canábicas, falaremos sobre algumas mais famosas e recomendadas por usuários de todo o mundo:

Fumar como um cigarro

Cigarro de maconha

Provavelmente a forma mais famosa de consumo de maconha em todo o mundo. Cigarros de maconha devem ser enrolados em um papel específico e depois acesos e fumados, não há muito mistério.

Quando falamos de haxixe, porém, devemos atentar que por serem substâncias mais viscosas e as vezes muito úmidas quando comparadas com a erva seca, eles devem ser misturados com uma pequena quantidade de tabaco para que a carburação ocorra por completo.

Alguns gostam de triturar o haxixe em pequenos pedaços, ou seja, dixavá-lo e depois misturar com o tabaco, enquanto alguns preferem fazer pequenas ‘cobrinhas’ e adicioná-las ao fumo.

Como usar Haxixe

Foto: Smoke.io

Fumar em um bong ou pipe

Bong

Pipe

O bong ou pipe são uma ótima escolha para fumar quase todos os tipos de haxixe. Alguns possuem um compartimento com água que a fumaça passa por ele antes de ser inalada, diminuindo a temperatura da fumaça consequentemente melhorando a qualidade de vida do usuário.

Para haxixes mais úmidos ou muito  recomenda-se misturar um pouco de tabaco ou erva para que ocorra a combustão completa do concentrado.

Vaporizadores

Como vaporizar haxixe

Foto: Azarius

Os vaporizadores se popularizaram muito nos últimos anos, e também podem ser usados para consumir o seu haxixe.

Você provavelmente nunca ouviu falar disso, mas “fibra de cânhamo sem goma” é a chave que abre a porta para conseguir vaporizar seu haxixe tranquilamente. Quando você vaporiza o haxixe, ele vai derreter. Você não quer que este haxixe derretido entre nas entranhas do seu  vaporizador.

Alguns modelos vêm com um compartimento ou ferramenta para colocar concentrados líquidos, e se você estiver tentado à colocar seu haxixe ali, pare! Apesar de conseguir fumar desta maneira, colocar o haxixe ali irá estragar a ferramenta ou compartimento que terá que ser trocado por um novo logo em seguida.

Dependendo do seu modelo de vaporizador, você precisará descobrir qual a melhor maneira de usar a fibra de cânhamo nele, mas por favor, use-a! Ela não entra em combustão e não afetará o sabor de qualquer maneira. Tenha em mente que seu haxixe não vai evaporar como um concentrado de qualidade faz. Resíduos ficarão para trás, por isso, certifique-se de que o seu vaporizador esteja protegido com a fibra de cânhamo.

Vaporizador Haxixe

Uso da fibra de cânhamo no vaporizador (Foto: Azarius)

Como vaporizar haxixe

Uso da fibra de cânhamo no vaporizador (Foto: Azarius)

Dabbing

Dab de um extrato

Dabbing é o mais novo e famoso método de se consumir concentrados de maconha.

Esse método é usado para consumir extratos que quase sempre têm uma altíssima concentração de canabinóides, por isso é recomendado apenas para veteranos da erva.

O processo envolve a vaporização dos extratos quando em contato com alguma superfície quente (Geralmente vidro, titânio, cerâmica ou quartzo) e depois a inalação desse vapor por meio de um bong.

Com ajuda de um maçarico, o usuário esquenta a superfície escolhida e coloca seu concentrado ali. Idealmente a temperatura da superfície deve variar de 250 a 400 graus celsius, temperaturas mais altas causarão uma vaporização mais completa enquanto temperaturas mais baixas preservarão mais o sabor e os terpenos presentes no extrato.

A ferramenta usada como superfície se chama “dab rig” ou às vezes “oil rig” e pode ser adquirida em diversas tabacarias ou até mesmo online. Lembrando que seu bong deve possuir o encaixe para o dab rig, ou terá de adquirir um outro bong próprio para o dabbing.

O dabbing fucionará melhor para haxixes com a consistência mais macia. Haxixes muito prensados e esfarelados podem não carburar bem em um dab rig.

Conclusão

Agora você já sabe um pouco mais sobre os diversos tipos de haxixe existentes no mundo atual.

Vale ressaltar que apesar de alguns tipos de haxixe serem inerentemente mais potentes que outros devido ao seu processo de produção mais refinado, a planta usada na produção de tal haxixe será o que ditará a potência final do produto.

Plantas com mais resina e carregadas de tricomas são as que dão origem aos melhores haxixes, quando o processo de produção é feito com maestria.

As ervas do tipo Cannabis Indica geralmente são plantas mais densas e carregadas de resina, por isto vemos uma grande predominância de excelentes haxixes sendo produzidos na região da Ásia e Oriente Médio, regiões de onde as Indicas são nativas.

Vale lembrar também que apesar dos haxixes serem concentrados que possuem alta quantidade de canabinoides, os extratos de maconha é quem são os líderes mundiais em potência no mercado da cannabis. Para saber um pouco mais sobre estes extratos mais fortes que o haxixe, clique aqui!

 

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